Política digital: a onda das enquetes


A política digital é turbulenta, o que se ver é um verdadeiro tsunami onde os candidatos dizem tudo e ao mesmo tempo não falam nada e a onda da vez é a enquete, de repente inventaram que esse é o melhor parâmetro para saber quem está a frente na corrida eleitoral, ledo engano.

Enquete não tem método estatístico, não tem plano amostral, não tem cálculo, não tem significância, não tem nada, o resultado é puramente aleatório, inclusive, nada garante que os votantes são eleitores do município ou no mínimo eleitores, parece até que é pensada com o fígado.

Talvez a utilidade de fato das enquetes seja mostrar qual candidato tem mais internautas ativos no momento de sua realização e apenas isso. Vale o destaque: a partir do período oficial de campanha eleitoral a realização de qualquer enquete que envolva candidatos é proibida (art.33, §5 da Lei das Eleições).

Por fim cabe dizer, ‘quem vai na onda é peixe’ e nesse ponto o conceito de ‘rede’ nunca fez tanto sentido, tem gente que já foi capturado e ainda não se deu conta. Fica o alerta: camarão que dorme a onda leva.

Vote consciente. Siga em frente!


Por: Douglas Dias

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