Qual será a atuação do eleitor em 2020?

A fatídica facada de 6 de setembro de 2018 mudou o rumo das eleições daquele ano, não só para a cadeira presidencial, mas para diversos outros cargos que estavam em disputa. Foi possível ver postulantes à governador, em 3° lugar nas pesquisas, serem alçados à vitória.

O fato é que um sentimento de renovação se depositou sobre a vontade do eleitor. Porém, para 2020, será que este sentimento irá perdurar?

Aqui no Alto Sertão, nas eleições de 2018, vimos o expressivo resultado, analisando a corrida ao Senado, do jovem Rodrigo Cunha. Praticamente desconhecido do grande público sertanejo e com pouco orçamento em comparação aos seus concorrentes, obteve uma grande vitória, despertando olhares de velhos praticantes do esporte político local. A dúvida, e o temor para os mesmos, é se este sentimento poderia se estender para as eleições proporcionais.

Nos bastidores locais os atuais edis já iniciam seus processos de contabilidade eleitoral. Ao que se ouve, a próxima eleição será mais cara e não será pela parte declarada aos órgãos fiscalizadores federais.

E qual seria o papel do eleitor em 2020?

Segundo alguns institutos, o sentimento de descrédito da população em relação a atual classe política, atingiu níveis nunca vistos. Mas, seria este o sentimento de alguns rincões do Alto Sertão onde ainda existe a prática nefasta da troca do voto por pequenas benesses?

Como diz o ditado, 'a esperança é a última que morre'!

Seria bastante interessante que, no próximo ano, o que foi visto em grandes cidades do país, chegasse até os mais longínquos povoados dos municípios sertanejos.

Talvez assim, teríamos menos danças e piadas sobre os palcos dos comícios, e mais propostas e realizações dos eleitos. Se o eleitor tem o desejo da mudança dos rumos dos seus municípios, que o início de tudo seja uma mudança em sua consciência na hora do voto.

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